Quando decidi ser au pair

setembro 04, 2017



O meu processo começou em 2010, quando ouvi pela primeira vez sobre o programa de au pair. Algum amigo desavisado me adicionou, provavelmente sem querer, a um grupo do Facebook cheio de meninas que só falavam do programa. Lógico que esse grupo não era o famoso grupão de hoje em dia, mas acho que era o tataravô do grupão! hahaha

Por causa desse grupo, conheci o blog da Bia e li todinho em uma semana! (eu tinha 19 anos e pouquíssimas preocupações naquela época hahaha) Me apaixonei pela Bia, que até hoje acompanho pelo instagram e pelo novo blog dela, e pelo programa de au pair. Foi então que decidi que precisava dar o primeiro passo e começar a ter experiências com crianças. Só tinha um pequeno problema: eu odiava criança.

Tá, não é que eu odiaaaasse criança, mas nunca tinha tido nenhuma experiência legal com elas e, quando eu tinha 13 anos, minha mãe era dona de uma escola e me colocou - veja a loucura!!!! - pra dar aulas de inglês pra crianças de 6 a 8 anos. Imagina os 15 the monhos reunidos numa salinha e eu tentando segurar o pau da barraca pra ninguém chutar, né? O resultado é que fiquei traumatizada e não queria ver criança na minha frente nem pintada de ouro.

euzinha com 19 anos: você diria não a essa babá????
SÓ QUE com esse negócio de ser au pair, eu ia ter que engolir meu desamor pelos pitocos e aprender como é que se cuida dos bacuris. Eu mesma, Carla Melo, a dendezeira que não arrumava nem a minha própria cama, que não lavava nem a minha própria louça, que não sabia fazer nem ovo frito!!

Lógico que, com esse histórico de dondoquice, o máximo que eu ia conseguir era um trabalho voluntário, então foi por aí que me joguei. Liguei pra uma amiga e falei: "Ei, acho que vou ser babá lá nos Estados Unidos. Você conhece alguém que precise que eu cuide de crianças por um tempo, assim de graça mesmo..."

Minha amiga estava na casa da sua irmã mais velha, que eu conhecia de vista [porque já tinha ido de penetra pra uma festa de aniversário de criança na casa dela hahaha], e que tinha não apenas um, não apenas dois, mas três (!!!!) crias. E que, como qualquer serumaninho desse planeta, estava precisando de ajuda grátis. E foi então que eu conheci C (4 anos), P (2 anos) e N (6 meses), meus primeiros host kids.

eu e o baby de 6 meses quando ele já não tinha mais 6 meses. FOCO NA BLUSA: sou da titia <3
Na época, era o começo de 2011, eu tinha acabado de ser aprovada pra o segundo semestre de Jornalismo na Federal da Bahia e ia ter seis meses pra ficar em casa coçando. Decidi que esse era o momento de arregaçar as mangas e aprender como é mesmo que se cuida do filho dos outros. Mas nem tudo são flores e...

Continua neste post.

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